Contra o envelhecimento: especialistas dizem se reposição de colágeno funciona ou não

Flacidez, rugas aparentes e marcas de expressão...sinais que denunciam a idade e representam uma maturidade natural da pele. A culpa? Parte dela é do colágeno, ou melhor, da falta dele. Essa substância, que tem o poder de dar sustentação e firmeza à pele, é um tipo de proteína naturalmente produzida em nosso organismo. Pode-se afirmar que 30% da proteína do corpo é colágeno. O problema, porém, é que a partir dos 30 anos, há uma perda anual desta substância em torno de 1% e isso se intensifica depois dos 50. A diminuição de colágeno acontece de forma natural no organismo à medida que envelhecemos. Isso porque os fibroblastos, que são as células que o produzem, vão perdendo sua capacidade de fabricação e vão ficando mais “preguiçosos”. Além disso, o corpo também passa a absorver menos oligoelementos e minerais essenciais para a produção da proteína.

A má notícia para a ala feminina é que são elas as mais afetadas pela perda de colágeno. “Isso porque as mulheres tendem a ter uma pele mais fina, menos densa, mais propensa a oscilações hormonais e a dietas restritivas”, explica o dermatologista Jardis Volpe. “Além disso, a deficiência de estrógeno que ocorre no sexo feminino por volta dos 45 a 50 anos faz com que haja uma diminuição da quantidade de fibroblastos, células responsáveis pela produção do colágeno”, completa o dermatologista Alexandre Okubo.
Como conseqüência desta diminuição de colágeno, os músculos ficam flácidos, a densidade dos ossos diminui, as articulações e ligamentos perdem sua elasticidade e força, cartilagem que envolve as articulações fica frágil e porosa. Mais especificamente na beleza, a pele fica envelhecida, com rugas e sem elasticidade, as unhas ficam mais fracas e há diminuição da espessura do fio do cabelo, além de queda.
A idade chegou...e agora?
Não tem jeito, apesar de conseguirmos retardar a diminuição da produção de colágeno com boa alimentação e bons hábitos de vida, quando a idade chega, fica difícil evitar. Mas não impossível. Isso porque existem suplementos e alimentos à base de colágeno que cumprem bem este papel. De acordo com os dermatologistas entrevistados, o recomendado é consumi-los a partir dos 30 a 35 anos, mas quem não costuma ter boa dieta e hábitos de vida pode começar antes disso.
O mais recomendado e que faz mais efeito é o consumo de suplementos e alimentos à base de colágeno hidrolisado. Extraído do osso e da cartilagem do boi, ele passa pelo processo de hidrólise (quebra das moléculas de proteína) para ser absorvido facilmente pelo organismo. “Como ele é constituído de moléculas pequenas, pode ser absorvido de melhor forma”, explica o dermatologista Jardis Volpe. O dermatologista Alexandre Okubo completa dizendo que este tipo de colágeno é pré-digerido, ou seja, quebrado em pequenas partes que conferem maior absorção. Para otimizar o aproveitamento do suplemento, a dica dos especialistas é associá-lo sempre a oliogoelementos importantes na formação de novas fibras, como a vitamina C e o silício.
De acordo com Okubo, o corpo consegue absorver 90% do colágeno hidrolisado consumido em 6 horas, principalmente se for associado com vitamina C. Volpe explica, porém, que a absorção do colágeno ingerido se dá em forma de aminoácidos essenciais, frações pequenas da proteína que é degradada quando consumida. “Dependendo de cada paciente e das condições do intestino da pessoa, a absorção pode ser maior ou menor”, afirma.
A quantidade de colágeno a ser consumida por dia varia muito do paciente e da faixa etária, mas em geral, segundo Okubo, 5g costumam ser suficiente. Os suplementos, porém, não fazem efeito imediato e são cumulativos. “Os resultados aparecem a médio e longo prazo. Em geral, os efeitos demoram a surgir com 3 meses de uso dos suplementos”, afirma Volpe

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